terça-feira, 12 de julho de 2011

Mobilidade Urbana e Moda

O tema do blog não é política, Tão pouco discutir políticas de infraestrutura e mobilidade urbana, a princípio.
No entanto, vamos observar como os cidadãos de São Paulo se locomovem em sua maioria, de automóvel individual, certo? Até as menores distâncias que poderiam ser vencidas caminhando não são feitas dessa forma. Na prática as pessoas saem do apartamento direto para a garagem e entram no carro, em seguida, chegam na garagem de onde trabalham e entram no escritório. Em resumo, ninguém se vê, é isso mesmo, ninguém se vê!
The Style Blogger

The Sartorialist

Tommy Tom

Tommy Tom


O que há de comum nas imagens acima? Pessoas caminhando, conversando pela cidade, uma relação que São Paulo está perdendo.


Falamos sobre moda masculina, elegância e como você reflete sua personalidade através de como se veste, mas se ninguém se vê... perde o sentido.


Pessoas na rua, se deslocando de bicicleta e caminhando, cidades cheias de vida e estilo. São Paulo tem um problema, dizer que é só trânsito é eufemismo, o problema da cidade paulistana é mobilidade urbana e não será resolvida com mais vias expressas, mas com políticas de mobilidade que considerem todas as possibilidades de locomoção, principalmente a coletiva.

Mais Pitti Uomo

Particularmente eu acho a Pitti Uomo mais interessante do que a semana de moda milanesa, o evento que acontece em Florença me chama atenção pois as companhias que lá expõe tem uma visão diferente de mercado. Na semana de moda a ligação com o luxo é muito mais intima, o mercado de luxo se justifica pelas lojas, campanhas e uma série de outros fatores não ligados ao produto. Na Pitti Uomo a ligação com o produto é muito mais próxima, o foco da qualidade e acabamento estão sempre em primeiro foco.


A japonesa Nanamica foi sem dúvida o maior destaque da feira.


http://www.flickr.com/photos/tresbienshop/

http://www.flickr.com/photos/tresbienshop/

http://www.flickr.com/photos/tresbienshop/

http://www.flickr.com/photos/tresbienshop/

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A nova-iorquina Engeneering Garments exibiu uma coleção incrível, sempre com uma toque meio bruto, mas hi-end.


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Video feito pelos franceses da French Trotters

Destaque também para a loja de departamentos italiana de Veneza a Barena e seus blazers desestruturados.


gq.com

gq.com

http://www.flickr.com/photos/tresbienshop/

http://www.flickr.com/photos/tresbienshop/

sábado, 9 de julho de 2011

MARANTZ - 4240 Receiver

Falemos agora sobre som, audio hi-fi. A caminharmos pelos shoppings e lojas de eletroeletrônicos da cidade, é comum vermos os micro-systems, esses aparelhos de som com um design de extremo mal gosto com aparência de robôs do Transformers e que irão destruir nossa residência a qualquer momento.
Alguns desses equipamentos são criados para economias emergentes como o Brasil, a razão é simples, o sistema de som que antes era composto por alguns equipamentos de ótima qualidade foram reduzidos a um único, produzido em larga escala com materiais de segunda, os tornam ótimos para mercados da América Latina.
Os sistemas de som de qualidade são compostos por alguns elementos, como um receiver, o principal elemento deste sistema, um amplificador se o receiver não for amplificado, as caixas, um tape-deck, toca-discos, cd player, dvd player, no caso de um home theater e etc.



Mas este post irá focar no receiver, mas precisamente em um hi-fi antigo, os chamados vintage, o Marantz 4240. A qualidade os equipamentos feito pela Marantz, empresa fundada em Nova Iorque em pelo Saul B. Marantz em 1952, faz equipamentos incríveis. E este receiver fabricado em 1974 é impressionante, envelheceu tão bem quanto um relógio suíço, e possui um audio potente e cristalino. Com saída para 8 caixas de som (2x4) e carcaça toda em metal, nada de plástico barato, esta peça pesa 18,5kg.


Então, quando for comprar seu próximo equipamento de som, vá além da esquina, procure uma loja especializada em audio e se informe. 
FC

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pitti Uomo 2011 Verão

The Sartorialist

Tommy Tom para GQ


Entre os dias 14 e 17 de Junho, em Florença na Itália foi realizada a 80ª edição da Pitti Uomo.  Feira de moda masculina, um evento parecido com essas feiras que tem aqui pelo Brazil, como feira da industria gráfica , entre outras, mas esta dedicada exclusivamente a moda masculina. Portanto, compradores, profissionais especializados e repórteres de  moda estavam todos por lá.
É claro para todos como a internet facilitou a comunicação no mundo todo, hoje os blogs sobre moda são milhares e é legal vermos o número de pessoas sendo fotografadas por fotógrafos de rua para os blogs. A GQ americana tem uma cobertura completa só para isso. 
Street style tem tudo haver com nosso próximo post sobre mobilidade em São Paulo. Eu fiz uma seleção das fotos que achei mais interessantes nessa edição que garimpei em diversos blogs por aí. Eu sempre espero essas coberturas da Pitti Uomo, para ver como estão rolando as coisas mundo à fora. Vale a pena ficar por dentro.
FC
Tommy Tom para GQ

Tommy Tom para GQ

Tommy Tom para GQ

The Guerrerims

Tommy Tom para GQ

Tommy Tom para GQ

VISVIM

No post de hoje iremos falar sobre a Visvim, marca japonesa fundada por Hiroki Nakamura, que é também seu diretor criativo. Hiroki trabalhou 8 anos na Burton Snowboards antes de iniciar sua própria marca e se dedica especialmente em criar produtos Hi-End.
Hiroki Nakamura

A qualidade dos produtos da Visvim estão sempre em primeiro lugar, segundo o próprio Hiroki, o produto é levado ao próximo nível. Interessa para a companhia o que é integro, um produto que irá durar anos, único que o usuário deixará sua marca nele, como o couro de um calçado deformando através da pisada de quem usa.
Seu famoso Brogue Patrician

O tênis mais comentado da última coleção o Lauda

Hiroki Nakamura viajou bastante durante toda vida, já viveu até no Alasca, mas se sente em casa em Tóquio. Através de suas viagens e pesquisas em diversos lugares do planeta Hiroki busca pela melhor matéria prima, pelos melhores artesãos e também, pela melhor tecnologia disponível hoje, criando um produto hi-end único. 
Video contando o processo do tênis feito em cordovão (couro nobre do lombo do cavalo)

Em momentos em que a sustentabílidade é tema de debate mundial, pensarmos na permanencia do que consumimos parece bastente plausível e a Visvim segue por este caminho.
Mochila Lamina feita em nylon balístico e camurça italiana na base
As lojas F.I.L., é como são chamadas as lojas da grife, são um caso a parte: sem música, feitas com materiais como pedras trazidas de antigas construções chinesas, focam na experiência do cliente, no conforto, tudo para que o consumidor se sinta à vontade de provar tudo que quiser.
FC.
Showroom em Paris

F.I.L. de Tokyo



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tradição, Moda e Produção

Algumas coisas acontecem no negócio da moda, e quando me refiro à moda me refiro a industria têxtil em geral, e no modo de produção atual que reflete bastante em como nos vestimos.
A revolução industrial e a lógica da economia moderna transformou o modo como as pessoas se vestem. Vivemos em tempos que a crise da superprodução ainda se faz presente, principalmente no varejo. As pessoas gastam muito mais dinheiro com roupas nos dias atuais, possuem muitas peças no guarda-roupas, mas todas de má qualidade. Em 1930 uma mulher americana comum tinha cerca de 9 peças de vestuário para dias frios, hoje a mesma mulher possui 60. Gasta-se mais dinheiro, mas por produtos de pior qualidade.
Nesses anos que se passaram, algumas empresas de tradição se manteram no mercado apesar da lógica do mercado ter se transformado com o tempo, assim como o modo de produção. É belo ver que essas companhias preservaram um modo de produção quase artesanal, gerando produtos de extrema qualidade, e lógico, mais caro que os concorrentes. Normalmente dizemos que estes produtos são para poucos, mas talvez não, é só repensarmos nosso hábitos de consumo, do muito barato, mas de má qualidade e de poucos, mais caros, com excelente qualidade.
No vestuário masculino fica claro quando observamos os sapatos. Observando os sapatos feitos pela inglesa Edward Green a mais de 100 anos.
Fábrica da Edward Green

Algumas partes do processo foram mecanizadas, mas de uma forma a dar mais eficiência ao trabalho do artesão, as etapas de produção continuam numerosas e diversas delas feitas totalmente pelas mãos. É importante notarmos que o “Know How” foi mantido ao longo dos anos criando um calçado que pode durar 20 anos se bem conservado. O Brasil é uma economia mais jovem que a britânica, mas os EUA também é uma economia tão jovem quanto a brasileira, mas a americana conseguiu manter a tradição em produção de produtos de alta qualidade e o Brasil não conservou esta tradição. Há empresários investindo no conceito de qualidade e de produtos feitos de maneira artesanal, como a sapataria The Craft Shoes Factory, mas ainda é algo pontual.



Sapatos da marca inglesa Edward Green
Portanto, vamos repensar nossos hábitos de consumo, notar que a moda se reinventa a todo momento, mas a qualidade e a tradição nunca saíram de moda.
Brogue da brasileira The Craft Shoes Factory